Você poderia ser menos você, por favor?!

A semana foi inspirada, cheia de momentos incríveis e outros “não-críveis“!

Eu sei como deve ser difícil para as pessoas entenderem minhas mudanças de vida, acreditarem nas conversas com as plantas, animais, etc., acreditarem no trabalho energético, acreditarem no que elas foram ensinadas a não confiar, a desconectar. Como sentir quando tudo que se consome bloqueia? Como acreditar em algo que a ciência não comprova se fomos ensinados a confiar apenas na ciência? Há infinitos motivos para as pessoas não acreditarem, inclusive a própria rejeição em acreditar em algo novo e ter suas crenças destroçadas. Talvez, em algum lugar (ou muitos deles…), eu ainda deseje que as pessoas acreditem e acordem para suas escolhas, pois acho que aceleraria a mudança do mundo, mas meu foco não é fazer ninguém acreditar nessas histórias, é simplesmente expressar algo que é natural para mim, mas percebi como isso incomoda.

No meu caso, estamos falando de opções que impactam o mundo alimentação, consumo, produtos, lixo, respeito aos animais, etc. ( coisas muito objetivas e concretas) e um trabalho sutil (não quantificável e não comprovável), mas as duas coisas me colocam numa posição de estar fazendo/sendo diferente da massa. No entanto, no meio dessa massa, estão pessoas que, assim como eu fiquei por muitos anos, estavam sendo massacradas tentando se encaixar. Quando comecei a falar das minhas opções e das minhas histórias com animais, entendi que era uma forma de expressar a minha verdade, fazer o que eu venho falando tanto (e que está aparecendo tanto nas canalizações da energia dos sabonetes**).

Nesse processo de assumir quem eu sou por inteira, percebi que não cabe mais mentir, ser falsa, tentar me encaixar, esconder, etc. É disso que se trata a expressão do Eu! Ser quem você é! Parece simples, só que não. Acabei me deparando com o seguinte: pessoas dizendo que eu não deveria me expor tanto porque ia parecer louca, chocar os outros e que as pessoas não estavam preparadas para isso. Tudo bem eu ser como sou, mas eu deveria tomar mais cuidado, me expor menos… em outros termos: VOCÊ PODE SER VOCÊ… MAS VOCÊ PODERIA FAZER O FAVOR DE SER MENOS VOCÊ?! Isso me chocou muito e trouxe uma memória de quando eu tinha uns 5 ou 6 anos. Vi dois rapazes apaixonados de mãos dadas na rua trocando um beijo e em seguida eu ouvi um grupo de adultos conversando: “Tudo bem ser assim, mas precisa demonstrar e ficar aparecendo pra todo mundo?”. Na minha cabeça na época me pareceu um comentário tão estranho e fiquei indagando: se está tudo bem alguém ser como é, por que a pessoa deveria se esconder? Qual é o problema de dois homens apaixonados, os casais de homem e mulher também não pegam nas mãos e se beijam? Não entendi muito isso do preconceito e da não aceitação de algo que era diferente da maioria, mas eu era criança e ninguém me explicou muito bem e esqueci do assunto. Então quando disseram que estava tudo bem ser quem eu era e fazer o que eu fazia, mas eu deveria ser mais discreta, a lembrança dessa cena voltou fresca! No fundo, o que estão me dizendo é: não seja desse jeito! Você incomoda! Mas se você ainda quiser ser assim, seja discreta!

Outra situação parecida, fazia pouco tempo que eu havia parado de advogar (sim, fui advogada tributarista) e tinha começado a trabalhar com leitura de aura, trabalhos na área energética, e lembro que me sentia constrangida, pois era a mulher estranha que largou o direito e uma profissão respeitada para fazer “essas coisas”. Trabalhar na área que eu trabalho hoje era algo que não se falava, as pessoas tinham vergonha. Então um dia alguém me perguntou se eu não tinha medo dos homens não me quererem por estar falando sobre essas coisas. Lembro de responder que se tivesse um companheiro ele deveria me aprovar e gostar de mim com o pacote completo, a forma da minha expressão e que eu não podia ter medo de ser quem era, mas fiquei muito brava na época por alguém sugerir que eu não era digna de ser amada por ser eu!

Hoje, sinto que o que faço é tão verdadeiro que eu (e só eu) preciso gostar e acreditar, é a minha expressão e não a de mais ninguém. Não é exatamente um fazer, mas sim um estado do SER! Sim, essa expressão acabou por afastar pessoas (e se afastou não tem nada de errado, as vezes tentamos manter laços, mas eles deixam de ser verdadeiros então precisam finalizar, caso contrário estaremos apenas atuando e reagindo sem verdade), mas acabou por aproximar outras. Conheci e reencontrei pessoas incríveis em que posso ser eu mesma. Ser eu mesma também abriu as portas para que outras pessoas vivessem suas expressões. Pessoas que estavam em conflito e se sentiram livres para se expressarem e romperem com algumas imposições sociais.

Esse texto tinha a ideia de falar sobre essa repressão social, mas agora que mencionei os reencontros e as pessoas que se liberaram, o resto perdeu o sentido. Mesmo frente a essa possibilidade de repressão, quando nos expressamos sem nos importar com o que o outro vai pensar a vida ao nosso redor se transforma. Então em homenagem a uma pessoa que mal me conhece, mas escreveu o depoimento mais lindo dizendo que quando leu algo que escrevi não se sentiu louca e se sentiu livre para começar a se expressar e a partir daí mudou a vida, eu respondo em claro e bom tom: NÃO! EU NÃO POSSO SER MENOS EU! O MUNDO PRECISA DE MUITAS PESSOAS EXPRESSANDO SEUS EUS!!!

** a canalização da energia dos sabonetes e outros produtos é um dos trabalhos que faço. Independente do uso dos produtos a gravação da leitura fica disponível para que as pessoas ouçam e recebam a energia também. Soundcloud ou Soulp&Co

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