Player

Da série histórias curativas…

Era uma vez… num mundo digital vivia um avatar chamado Avátara. Avátara tinha algumas configurações de série e programas padrão. Sua programação permitia agregar dados e novos padrões de acordo com as interações que fazia.

Avátara, como a maioria dos avatares, recebeu programas em diversos níveis, formando camadas. Esses programas afetavam desde o formato (aparência), até reações, comportamentos, limitações de armazenamento de informações, bloqueios de interação com outros sistemas e avatares, etc.

Como os demais avatares, Avátara era quase “auto-suficiente”, com os dados e programas que recebia acessava número limitado de informações e isso era suficiente para manter o em ação.

Um dia, Avátara notou que um certo padrão a acompanhava, tropeçavs no mesmo bueiro todas as vezes. Mesmo que tentasse desviar seu programa era mais forte e lá estava ela tropeçando. Então fazendo uma troca de dados com outro avatar descobriu que era possível analisar as linhas de comando de sua programação. Ficou muito feliz e assim foi para sua cybercasa, se plugou na nuvem e foi olhar para o programa…. desesperador!!! Linhas e linhas intermináveis com direito a ramificações e loopings, dados opostos, incongruências, dados anteriores que nas atualizações não foram apagados e criavam conflitos… mas estava determinada a conhecer toda aquela programação e mudar cada coisa se preciso fosse.

Assim começou sua jornada. Descobrindo e mudando pouco a pouco sua programação. Descobriu que poderia até pedir ajuda para outros avatares. Alguns ajudaram a descobrir programas, outros ajudaram mudar, outros ainda criaram mais problemas… mas tudo bem, tudo fazia parte do processo.

Os programas foram mudando e Avátara descobriu que toda vez que estava para tropeçar, existia uma força que vinha de um comando maior, o Player! Uma fonte misteriosa e mística. Alguns avatares diziam sentí-lo, mas nenhum provou sua existência. Os Players acabavam sendo assunto tema de avatares mais místicos. Essa força sentida muitas vezes era exterminada com algum programa que Avátara ainda segurava, mas pouco a pouco Avátara foi sentindo a força do comando do Player e alguns dos programas foram superados. Deixou de tropeçar nos mesmos lugares, mas continuava tropeçando em lugares diferentes.

Um dia Avátara percebeu uma um comando que não vinha da sua programação básica e analisando esse comando se deu conta: só poderia vir….. DO PLAYER!!!! Claro!!! Os outros avatares tentaram dizer que ela se contentasse em ficar com sua virtualidade e esquecesse essa coisa de mundo além do cyberespaço, e que Players não existiam, mas foi um comando tão forte que Avátara teve certeza que aquilo era real, que havia algo mais do que o cyberespaço. Então passou algum tempo sem contato com o Player e começou a duvidar novamente e passou a tropeçar nos mesmos buracos. Avátara então descobriu que sem o Player não tinha futuro e só havia duas alternativas: confiar no Player, interiorizar e deixar as respostas do Player sobressaírem as mal escritas linhas de comando ou se entregar ao comando e continuar gerando linhas mal escritas e caindo nos mesmos buracos.

Se muniu de coragem, rasgou seus códigos e se entregou completamente ao Player! Uns diziam que estava louca, outros percebiam que havia algo diferente em Avátara. Só se sabe que nunca mais a viram caindo em buracos, uns dizem que ela mudou de caminho, outros dizem que ela começou a voar. Nunca saberemos ao certo, mas em algum lugar dentro e fora do cyberspace corre a lenda que teria se tornado a melhor avatar.

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