Na toca do coelho…

E se nada do que você pensa ser for verdade, começando por você?

Hoje num grupo de um curso as pessoas estavam se apresentando. Quando comecei fiquei pensando como era estranho me definir daquela forma. Tudo que eu dizia sobre mim limitava o olhar, então eu sentia a necessidade de dizer mais fazendo com que as coisas fossem mais ainda direcionadas. Falei sobre coisas que fazem sentido pra mim, outras que eu gosto de fazer, mas de fato eu não sou nada daquilo. Nada do que eu disse me define, mas todas aquelas definições me limitam e percebi quantas delas definem minhas ações já que uma vez que acreditamos nas definições colocamos balizas para as ações.

Então uma pessoa escreveu o nome é a idade e disse não saber se resumir… stratapouch… como um raio eu vi a liberdade de sair das definições, de simplesmente ser. Como é livre a possibilidade de sair das ideias balizadoras e como seria ser a partir do ser.

Construímos ideias de quem somos e essas ideias são tão sólidas que ao passamos por uma mudança temos um longo processo para largar as construções, mas cada vez que desconstruindo algo imediatamente criamos uma nova construção. Saímos de uma caixa para entrar em outra. Como nos sentimos frágeis diante da ausência de rótulos ou lugares para nos encaixarmos. O desconforto de achar um canto para se encontrar numa sala sem cantos… A segurança das construções e definições molda como nos vemos e como agimos. Então nos rotulamos, definimos, mas também começamos a rotular e definir o mundo. Definimos Deus, nossos pais, nossas relações, nosso mundo. Definindo tudo de tal forma que moldamos as possibilidades de interações. Eu deixo de me relacionar com o mundo e passo a me relacionar a partir do que eu acredito ser o mundo, com algo que acreditei que seria, criando uma relação de crenças. Nos apressamos a definir comportamentos, aparência, atributos, e cobramos por definições também antes de experimentarmos qualquer coisa e, novamente, essas definições não são reais.

Então junte-se a essa não realidade as definições que começam a ser impostas pelo mundo. Caixas e mais caixas de construções, algumas, ou muitas, impostas com bases em interesses, mas aceitamos essas caixas/definições sem questionar e acabamos criando outras tantas definições a ponto de perdermos noção do que é real ou não.

Qualquer parte da realidade em que acreditamos é apenas mais uma definição ou limitação e muitas tem definições não reais.

Tente questionar quem você é além dos rótulos e definições, o que é o mundo, as normas sociais, a cultura, a estrutura de vida e principalmente o sistema. Atreva-se começar a entrar na toca do coelho e ver a realidade por trás do que você acredita ser realidade. Ouse questionar e abrir espaço para ser ao invés de apenas cumprir um papel que é muito pequeno para você!

Da trabalho, sua visão de mundo mudará, suas certezas vão cair e talvez não vá encontrar respostas e precisará ser contentar em desapegar de uma crença que só serviu para te aprisionar.

Mas questione: quem você seria se não tivesse uma imagem limitada de si mesmo? O que poderia fazer/ser se tudo o que disseram a respeito do mundo fosse diferente?

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s