Chapéu de Sol

Tenho tido grandes conversas com minha recente amiga árvore. Uma enorme árvore que é uma das guardiãs da região e está no terreno que estou esses dias.
Em nossa primeira conversa relatou seu nome, um nome com fonemas não expressáveis e sem referencial de letras no alfabeto que conheço, mas também um nome impronunciável por ter uma frequência circular, ou seja, aí tentar pronunciar o nome linearmente o nome já mudou. (Para ter ideia da referência circular, veja o filme A Chegada).
A conversa no entanto não é sobre ela. Acabo de ver o documentário #seaspiracy . Assim como sei irmão #cowspiracy é um documentário que vale ver. (Aproveite pra ver todos os outros indicados se vc gosta de documentário).
Esses documentário me mostraram muito como a alimentação é um recurso poderoso em termos do que aceitamos financiar. Aqui não digo apenas sobre o consumo de animais, mas transgênicos, agrotóxicos, etc. Tudo aquilo que comemos financia uma indústria e um modo de produção e acredito que nossas escolhas alimentares são nossa maior forma de observarmos com o que estamos nos alinhando.
Essa reflexão no entanto, me fez pensar também nesse cenário de pandemia, como o sistema imunológico das pessoas está comprometido, quanto de doenças as pessoas escolhem gerar ou manter e tudo por causa da alimentação. E novamente os grandes financiadores do que é alimentação saudável são os que menos se interessam com a sua saúde.
Estamos delegando nosso poder de ouvir nossos corpos que são máquinas perfeitas capazes de se curar e criando e cultivando doenças. Um modo de vida que está gerando dor aos humanos, pandemias (todas as últimas pandemias vieram da suposta alimentação de animais contaminados), dor aos animais, estados irreparáveis ao meio ambiente, lucros imensuráveis a poucos conglomerados.
Delegamos a especialistas a responsabilidade sobre nossa saúde e alimentação pq perdemos a conexão de nos ouvir. Financiamos causas e empresas que estão longe de serem empresas que nos alinhamos em crenças. No entanto aí fazer isso estamos dando nisso aval, estamos dizendo SIM para tudo isso.
Voltando ao documentário, ao terminar de assistir e não entender (mais uma vez) como podemos continuar fazendo essas escolhas sabendo que é nossa responsabilidade fui falar com minha amiga árvore, queria saber como lidar com essa dor, então apenas compassivamente devolveu: “a questão é como será depurada estados e violência gerada…”

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